Há alguma coisa realmente proibida e lasciva ao se comer uma comida muito gostosa, seguida de uma sobremesa perfeita. É uma coisa que faz com que meus sentimentos borbulhem e que eu lamba meus dedos com uma paixão desarvorada.
dimanche 20 février 2011
mardi 15 février 2011
lundi 7 février 2011
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Às vezes me perco no desejo que sinto. É um poço profundo, que me arrasta todos os dias e faz com que eu embarque rumo às regiões mais recônditas da alma humana. Não tenho vergonha de nada, se quero, quero mesmo. Não tenho limites, preciso saber até onde posso chegar, porque só assim posso descobrir quem sou realmente. Não economizo dentes, mãos ou língua. Não economizo nem nos pés ou na pele, é necessário rumar para algum lugar e preciso usar as ferramentas que me deram. Preciso, não há escapatória.
vendredi 28 janvier 2011
Crawling King Snake
Olha, tem umas canções que, sinceramente, sinceramente! Quando me pegam no dia errado, é um pega para capar!!
John Lee Hooker - Crawlin' King Snake
John Lee Hooker - Crawlin' King Snake
lundi 17 janvier 2011
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Salomé,
Só quero que saiba que ainda permanece aqui. Aqui dentro. E não digo nem isso porque ainda me restou amor por sua alma ou suas ancas. É muito mais por hábito e curiosidade do que qualquer outra coisa. Minto, ainda deve haver uma curiosidade qualquer dentro de mim, mas não sei classificar muito bem quais são as emoções que tomam conta de mim quando penso em você ou te procuro pelo mundo. Confesso, Salomé, muitas vezes é nojo, agora, tem outras que é dó profunda. Deve existir um pouco de qualquer coisa boa também, porque senão não estava deixando uma carta aqui para você. Sim, deve haver alguma coisa, mas não sei ainda onde onde ela vem ou para onde vai, só posso dizer que acho que está indo realmente, porque a frequência com que te procuro é cada vez menor. Demoro mais e mais para poder me odiar por sentir sua falta. Uma falta que nem consigo entender direito, uma falta que de repente pode ser muito mais do que eu era quando estava com você do que qualquer outra coisa, do que nada. Sim, porque, aos poucos, as pessoas se transformam em nada aqui dentro.
Não! Quero dizer, sim! Agora me lembro qual foi o problema. O problema foi o maldito perfume que senti durante o final de semana. Aquele tão doce perfume que sempre usava nos dias em que me via. Foi uma maldição instantânea. Poucos segundos de exposição foram o suficiente para que eu fosse transportada para o mais perfeito inferno.
Assim sendo, agora que está tudo explicado, posso voltar ao meu estado normal e você ao limbo em que te coloquei.
Cordialmente,
C.
lundi 10 janvier 2011
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Gosto dos dias em que posso acordar e ir direto para o banho. A falta de ocupação e preocupação financeira faz com que possa me demorar na banheira, lavando o cabelo com shampoos cheirosos e fazendo esfoliações maravilhosas. Depois de virar uva passa, me enxugo em toalhas brancas crocantes, seco o cabelo e ando nua pela casa, procurando lugar onde pousar minha carcaça limpa, que, sempre, anda a procura de sujeira e degradação. Pode-se limpar o corpo, mas o espírito, ah, o espírito. Isso é outra conversa.
mercredi 29 décembre 2010
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Tem dia em que os bons blues me pegam de jeito e entro no cio. Me arrasto pela casa, melancólica, comendo os pés das mesas e os braços dos sofás. Tem dias em que o fogo é tão intenso que realmente me queima, fisicamente. Acho que preciso de um Lexotan. Urgentemente.
Savoy Brown - Train to nowhere
jeudi 23 décembre 2010
mercredi 8 décembre 2010
jeudi 2 décembre 2010
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Assistindo Cool World hoje, lembrei desta música. D. gostava muito. Até tinha um zippo com o nome da banda. Épocas loucas que nem fazem mais sentido em minha cabeça, tendo em vista que ele se tornou um velho paranóico, republicano e maluco por armas. Ainda assim, nada me tira da cabeça que Brad Pitt tem, no filme, um cabelo impossível e um brilho fantasmagórico nos lábios. Bons tempos, bons tempos.
My Life With The Thrill Kill Cult - Sex on wheels
samedi 20 novembre 2010
vendredi 19 novembre 2010
lundi 15 novembre 2010
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Não me importo com as janelas e com as portas. Não me importo com os olhos dos outros. Até gosto de ser observada, de sentir o desejo de outrém queimando secretamente minha pele. Aqui, é muito difícil de encontrar gente parecida comigo, então, vivo em devaneios enquanto me jogo pela chaise longue ou pelo brilhante piso de madeira clara. Gosto do cheiro, gosto da sensação de ter o piso nas costas, contra minha pele lisa e clara. O piso nas costas e a mão entre as pernas, a mão e o que mais me aprouver, uma luta contra o desejo que acaba sempre fazendo com que ele se torne maior. Maior e maior, nunca cessa.
dimanche 7 novembre 2010
dimanche 31 octobre 2010
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V. me invade. Sempre que nos encontramos ele é a força da natureza que nunca pede licença, que entra de uma vez, sem respeitar normas ou regras. Ele tem esse magnetismo nos olhos, uma eletricidade nas mãos que faz com que minhas pernas estremeçam e que eu aceite tudo o que ele quer, sem pensar em certo ou errado ou socialmente aceitável. E eu me submeto, eu me submeto porque tudo isso é o que eu sempre quis, eu sempre quis sentir essa impotência, esse não conseguir resistir. Meu corpo automaticamente aceita o que ele quiser e minha alma bate palmas, histérica, em êxtase, livre de tanta culpa, somente sendo o objeto de seu desejo. E o mundo deixa de existir e, nesse momento, sou profundamente feliz, sou o universo.
lundi 18 octobre 2010
Sofre, filha da puta, sofre mesmo.
Minha preferida do Tim Maia.
Por isso, sofre, filha da puta, sofre. :-)
dimanche 3 octobre 2010
Algum remédio que me dê alegria...
Tem dias em que acordo assim, totalmente assim. Boca, nuca, mão... sabe como é.
Cazuza - Todo amor que houver nessa vida
Cazuza - Todo amor que houver nessa vida
dimanche 26 septembre 2010
dimanche 12 septembre 2010
mercredi 8 septembre 2010
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Prezado T.,
Por mais que eu tente, eu não consigo esquecer aqueles dias, a forma com que nossas mãos e corpos se encaixavam tão perfeitamente. Não havia nada de especial no que fazíamos (exceto pelo que fazíamos), mas, sempre que fecho os olhos e me lembro, tudo é magicamente envolto por uma aura de faz-de-conta. Mas não foram de faz-de-conta aqueles dias. Eu te amei, eu te amo ainda, mais do que muita coisa que já tive/tenho. Seu corpo achou uma forma muito astuta de se gravar em minha pele e sua voz se embrenhou de tal maneira em meu cérebro, que muitas vezes julgo que estou falando contigo enquanto vou e venho dos lugares, enquanto submerjo no limbo da espera pelo metrô.
Realmente acredito que foi uma combinação perfeita de dois seres imperfeitos, foi a cidade, foram os dias, foi o tempo, foi tudo aquilo que existiu nos dias em que estivemos juntos. E é por todas essas coisas que rezo durante à noite, escondida, para ninguém ver. Você sempre vai ser aquele restinho de esperança que guardarei no fundo do baú, para todos os momentos em que eu achar que estou morrendo e que preciso de alguma coisa para me segurar no mundo. Uma espécie de âncora para fazer com que a falta da lei da gravidade não me deixe flutuar para algum outro universo. E por isso te agradeço, te agradeço por estar sempre aqui dentro, mesmo não estando, mesmo sendo um clandestino na minha vida, mesmo não podendo existir no mundo real. Isso não me importa. O que importa é você aqui e mais ninguém.
E já se fazem cinco anos. Mas a saudade é a mesma, sempre.
Sua,
C.
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