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dimanche 18 mars 2012

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É sempre, sempre, sempre esta sua falta de palavras, de movimentos, que me impele em sua direção, inevitavelmente, de encontro a esse seu corpo duro e impenetrável, que me repele e me joga de volta à minha esfera, à minha parca habilidade de viver sem você. Esses seus olhos, que tem o contorno de tudo o que desconheço, principalmente, confesso, porque não me lembro mais deles, não me lembro do arco de suas sobrancelhas, nem do vinco embaixo de seus lábios. É sempre, sempre, sempre esse meu excesso de vontade, essa necessidade por algo que escapa às minhas sempre tão exatas definições que me traz, mais uma vez, esse fantasma, esse eco da sua presença, que sempre se esvai em sua falta de concretude, mas que persiste ao meu redor, aqui dentro, dos lugares dos quais você nunca se foi.

dimanche 11 mars 2012

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Será que funciona?

 
(Leonard Cohen - Always)

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Enviei esta

(The Smiths - Please, please, please, let me get what I want)
E recebi esta 

(Nick Cave and the Bad Seeds - Ain't Gonna Rain Anymore)

mardi 6 mars 2012

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Recebi esta

(The National - Cherry Tree)

E enviei esta


(A Flock of Seagulls - Wishing (I Had a Photograph of You)

samedi 17 septembre 2011

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Ana C.

Outra vez nos braços do amor perdido. 
Sempre o declive. 
Sempre a vertigem. 
Ás vezes o abismo. 
Posso inflar 
as velas de outra imagem 
e assim navegar teus canais azulados, 
minha lúcida amiga. 
No céu-da-boca desta manhã 
fica apenas um risco: 
relâmpago longo como o olhar. 
Luz. Outra luz. Louca luz. 
O mesmo anjo que beija tua orelha fina
 invade o cinema como um vento fictício 
e rabisca cicatrizes bem legíveis
no coração deserto do meio-dia.

 - Eudoro Augusto

jeudi 25 août 2011

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Ben Howard - The Wolves

dimanche 14 août 2011

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Ainda que você tenha ido parar tão longe de mim, minhas pernas ainda ficam bambas quando você manda sinais de vida. E babo pelo canto da boca. Incessantemente.



samedi 6 août 2011

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samedi 30 juillet 2011

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Esperança e saudade estão unidas, só o modelo
do intervalo é branco, a emoção vai
deslizando para o cenário. Oh, o que produzem
as palavras em cima dos sonhos
para serem entendidos?

O silêncio de ontem exumado ao lado de barcos
abre fendas no mar. Nossa cabeça é só um ponto
e fica com o horizonte atrás do espanto.
A ausência é sempre alguma coisa
na Ilha quando há náufrago para chegar.

- C. Ronald

samedi 16 juillet 2011

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Ando meio synthpop ultimamente.

Goodbye Horses - Q Lazarus

jeudi 14 juillet 2011

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Otis Redding sempre terá o poder de arrepiar todos os pelos do meu corpo. Pronto.

Otis Redding - I've been loving you

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Acordei com esta música na cabeça hoje.
Legião Urbana - Quase sem querer

dimanche 10 juillet 2011

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Acordei com esta música na cabeça hoje. Depois de sonhos estranhíssimos. Mas deixa pra lá.
Sai Hi to Your Mom - The Forest Scares The Hell Out of Me

samedi 9 juillet 2011

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Definitivamente, um dos meus filmes preferidos. De todos os tempos. 
Fazia o Mickey na hora, com ou sem a torta de limão. Pegava Mallory também. Quem sabe os dois juntos.
Sweet Jane - Cowboy Junkies

lundi 4 juillet 2011

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Nunca gostei realmente desta música. Hoje em dia, não tenho mais problemas. Tenho uma leve simpatia por Carly Simon, por mais brega que isso possa parecer. A culpa toda é do VH1 Classic, que planta essas lembranças na minha cabeça, inclusive uma do Roy Orbison, que faz com que eu NECESSARIAMENTE tenha que escrever sobre W.
Carly Simon - You're so Vain

samedi 2 juillet 2011

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Duas músicas das antigas. Da época em que eu ainda perambulava pela Vila Mariana, eu e meus amigos skatistas. Eu ainda assistia ao programa Grito da Rua, coisa tão velha, mas tão velha, que acho que só eu e mais duas pessoas no mundo devemos nos lembrar dele. 

Aliás, comprei hoje uma manta preta e linda para me cobrir na sala enquanto assisto filmes mil. Pena que a vida ainda consegue me pegar na curva e o tempo fica tão escasso. Pena mesmo. 




Difícil de encontrar. Tive que colocar no 4shared. Agent Orange - It's Up to You and Me


TSOL - Flowers by the door

jeudi 30 juin 2011

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Space - Begin Again

vendredi 24 juin 2011

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Saudosa para cacete. Liguei a TV e ele apareceu cantando, todo quarentão e barrigudo, e eu mordi meus lábios, olhei para cima e fiquei pensando em tantas coisas que já fiz enquanto ouvia esta música. Ou, no mínimo, em tudo o que imaginei fazer enquanto ouvia esta música. Sei que foi bom. Agora volto para o chá vermelho e para as tais exposições e instalações que tenho que entender para hoje. Ah, a arte. Não sei se sobrevivo.

Simple Minds - Don't you forget about me

jeudi 9 juin 2011

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Muitas vezes eu me preocupo em saber se esta pessoa ainda pensa em mim. Especificamente esta, ou este, que sempre me vem ao pensamento em meus momentos de desespero. Confesso que dou a ele (ela) uma aura muito maior do que a que deve ter em sua vida diária, em suas atividades corriqueiras. Ainda assim, eu insisto em voltar à sensação de arrebatamento que senti nos momentos em que estive com ele (ela). E, de longe, porque não posso evitar ou desfazer as conjunções de latitudes e longitudes, eu sinto meu corpo tremer, procurando por um fantasma que nem sei se existe mais (ou se alguma vez existiu, ou se fui eu, somente eu, tentando oferecer um status maior a alguma coisa que não havia deixado marca alguma). Eu vago por ruas, cidades, continentes, eu flutuo por ares, cheiros, atmosferas, mas, ainda assim, meu corpo se perde e se desfaz, pois não mais encontra a matéria onírica, aquele talvez eterno e aterrador do "e se", simplesmente porque meu interlocutor(a) se esconde de meus pensamentos e impulsos. 

Ainda que eu teime em prosseguir -- e sempre prossigo -- muitas vezes minha vontade se perde, simplesmente por não conseguir enxergar sentido ou som ou impulso ou correspondência. O que as pessoas não entendem é que eu seria profundamente feliz com uma pequena migalha, qualquer coisa que eu pudesse utilizar para me agarrar durante a noite, um quê de certeza, de concreto, uma âncora que me trouxesse à realidade do sonho, que é a que procuro. Vagar pela realidade crua acaba com meus pés e desfaz minhas asas, me joga num precipício cuja escuridão não consigo desvendar. 

Sempre me senti à margem, à beira desta mudança, deste abandono. Mas sempre preferi pensar e acreditar que ele nunca aconteceria. Que o que tive com (ele) ela, sempre foi eterno, que permaneceria, da mesma maneira com que permanece em minha alma, ainda que eu afogue todas as sensações para continuar sobrevivendo em minha vida que, ainda que muito diferente, não abriria qualquer espaço para a sua existência. Mas esta mudez me enlouquece, me desespera. Onde está, oh amada(o), que não me responde, que finge que não ouve minhas preces ou minhas invocações? Por que ignora esta ligação que (sabe) que temos, esta eterna incógnita, esta interrupção, este hiato? Será que não me ouve mais? 

Será que um dia voltará ou sua vida caiu-lhe sobre a cabeça como avalanche?

Eu ainda acredito nesta esperança incabível, eu ainda acredito na imagem que criei de você. E espero. Sempre. Enquanto choro, claro.