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dimanche 30 octobre 2011

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Não fujo. Apenas me ocupo em outras paragens. Às vezes, as coisas tendem a atropelar o meu espírito, então me deixo, atônita, a olhar para os cantos e tentar prover algum sentido a uma realidade tão insólita. Eu ainda espero minha carona, espero ir parar bem ali, naquele lugar que sempre quis. E, por mais que eu não queira, alguns lugares são realmente o Peugeot, e me levam para onde eu desejo estar. Se não só lugares, mas olhares, cheiros, pequenos gestos. Mãos descansando sobre os canos do metrô. Pés embaixo das mesas. Pequenas coisas. E isso sim, isso sim, me faz viva. 

Não ando me preocupando ultimamente com Salomé. Para o diabo com ela. Com ela e com toda aquela corja ordinária. Oh, grande pulha, comedora de cunhadas. Não me vejo mais nessa mesquinharia. O que me importa agora são os meus cartões postais e o meu quadro de cortiça. Também sinto falta das fotos que antes colocava aqui, dos meus ídolos, de minhas pequenas caronas durante o dia. Botei então Oscar Wilde, que é uma pequena salvação.

Sem mais.

samedi 17 septembre 2011

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Eu pensei. Ah, como eu pensei. Eu tentei imaginar as vezes em que conseguiria apunhalar seu coração, pensei, sim. Eu, cuidadosamente, calculei as formas com que destroçaria seu coração, pequeno coração duro e morto, sobre o qual você havia versado e eu nunca acreditado. Imaginei e ponderei, amaldiçoei sua carne, sua alma, amaldiçoei seu presente e seu futuro, seus pensamentos. Eu não tive a menor dúvida e a menor dó, eu devotei a você grande parte de minha força, de meu ódio, de meus pensamentos, durante tanto, tanto tempo. Tanto tempo. Havia algo dentro de mim, um germe que me comia as entranhas, que fazia com que eu simplesmente não conseguisse sair desse círculo vicioso, que eu me mantivesse nessa espiral, fosse ela para onde fosse. 

Mas, de um dia para o outro, passou. Do mesmo jeito que a gente para de amar alguém, acordei e passou. Passou mesmo. 

Durma tranquila. 

jeudi 16 juin 2011

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Ainda não consegui encontrar nada mais irritante do que as propagadas do canal Sony Spin. São veementemente silenciadas a cada vez que aparecem em minha telona. Ponto.

Aliás, ou ter um final de semana livre. Mal posso acreditar. Mas nem vou me demorar nisso, pois quando a gente cospe para cima, acaba sempre caindo na testa. 

samedi 11 juin 2011

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Porque a luta livre mexicana é para poucos e não é para os fracos. 

vendredi 10 juin 2011

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Prezada Salomé,

Há muito não lhe escrevo, mas não pense que o carinho (ou a indignação) diminuíram. Ainda te vigio de longe, de leve, nada parecido com o que acontecia antigamente, quando você ainda se materializava nas minhas madrugadas e fazia com que eu me desesperasse até o limite da sanidade mental. Para dizer a verdade, hoje em dia você se tornou muito mais um tópico para conversas bizarras do que qualquer outra coisa. Meus amigos todos sempre perguntam a seu respeito, mas é sempre com aquela curiosidade mórbida, aquele brilho maluco nos olhos que sempre se traduz em meu coração como um simples "eu te disse, eu te disse que a mulher era doida". Ainda assim, sempre conversamos e sempre alimentamos cenários descabidos sobre a sua atual condição, coisa que ninguém conseguiria imaginar e, elogiando o inelogiável, bem surreal. Mas cada um faz as escolhas que quer e não me arrependo das minhas. Aliás, não me arrependo de nada, nem de ter estado com você ou de termos terminado nosso fling da forma com que terminamos. Todo mundo tem o direito de ser bipolar mais cedo ou mais tarde e nós nos exaurimos bem aí. E acho que foi exatamente isto o que acabou salvando a minha vida. Ainda assim, continuo cutucando as feridas, vira e mexe, sempre quando as coisas se acalmam, lá estou eu, com meu grande e belo dedo indicador a cutucar alguma casquinha que já estava mais cicatrizada. É a vida. É assim que as coisas acontecem. Mas tenho encontrado refúgio na literatura, na escrita, na leitura, em música, em amigos, na bebida e em muitas outras coisas que não convém citar aqui, mesmo porque, não quero deixá-la com inveja e acabar invocando sua presença em minha vida novamente. Estamos bem da forma que estamos, fingindo que não nos conhecemos. Eu acho isso tudo muito estranho, mas foi você mesma quem preferiu, então não tenho nenhum controle sobre isso. Essa coisa de escrever coisas pra mim sem dizer meu nome me gela a espinha e me dá um ódio profundo, mas é o que há a ser feito. Eu, pelo menos, me escondo nesse blog e finjo que ninguém no universo existe. Assim, ninguém nunca vai conhecer sua identidade, oh, querida Salomé. Só vão saber que você cortou minha cabeça como na historinha tão popular. 

E assim a vida continua.

Com profunda insatisfação,

Sua,

C.

samedi 4 juin 2011

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Não tenho como evitar. Tem dias em que acordo com ódio no coração. Ódio mesmo, daqueles de querer matar um cidadão. Tudo bem que isso acaba gerando uns efeitos bem fast and furious, o que não deixa de ser bom. Aliás, ótimo. 

Mas, como na propaganda de Nurse Jackie

o estranho encanto de tropeçar na mesma pedra 

acaba me deixando em uma sinuca de bico e sou eu mesma quem causa a minha tormenta e minha dor, afinal de contas, ninguém me obriga a ver e a cavucar. Vejo e cavuco porque... Não sei porquê. Isso, realmente, não consigo precisar. Mas o que posso dizer é que é minha própria culpa, não me eximo disso. É como cutucar afta com a língua. Não dá para evitar. Mas que fico com ódio, fico. 

Quero que morra, filhadaputademerda. Pronto. Aliás, só como um adendo: de morte dolorosa e não inventada ainda. 

samedi 21 mai 2011

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Só posso dizer que estou com excesso de curtose cerebral. Ou quem sabe uma grega smile. Ou ainda o retorno do meu investimento na reboletação da inclinação do moneyness está totalmente errado. Alguma coisa assim. 

Mas ainda tenho esperança, afinal de contas, o pulso ainda pulsa. 

dimanche 8 mai 2011

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vendredi 6 mai 2011

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I am silver and exact. I have no preconceptions.
Whatever I see, I swallow immediately.
Just as it is, unmisted by love or dislike
I am not cruel, only truthful –
The eye of a little god, four-cornered.
Most of the time I meditate on the opposite wall.
It is pink, with speckles. I have looked at it so long
I think it is a part of my heart. But it flickers.
Faces and darkness separate us over and over.

Now I am a lake. A woman bends over me.
Searching my reaches for what she really is.
Then she turns to those liars, the candles or the moon.
I see her back, and reflect it faithfully
She rewards me with tears and an agitation of hands.
I am important to her. She comes and goes.
Each morning it is her face that replaces the darkness.
In me she has drowned a young girl, and in me an old woman
Rises toward her day after day, like a terrible fish.

Mirror, Sylvia Plath

(Não gosto dela. Acho insossa, quero morrer. Mas esse aqui funcionou hoje, só porque tive que olhar no espelho. Deixa aí depois apago. Fico feliz, muito feliz que tenha ido. E logo. Tem gente de quem não gosto. E não gosto porque desenvolvo nojo das pessoas que gostam, e tudo por um jeito de olhar, um jeito de falar, uma tietagem que me revira o estômago. Pronto.)

samedi 9 avril 2011

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Prezada Salomé,

Quero que saiba que entendo seus jogos. Entendo tudo o que você faz e não tenho o menor pudor em admiti-lo. Ultimamente, ou, há algum tempo, nada mais me liga direito a você, ainda assim, gosto de observar a forma com que você faz as coisas, a forma com que me chama de volta, só para que eu possa narrar a bela e elegante forma com que resisto aos seus encantos. A vida é assim, a gente aprende. Eu tenho uma mala cheia de destroços, portáteis, que carrego comigo onde quer que eu vá. São destroços e lembranças, coisas a esmo, que colho pelas esquinas. Aqui dentro, nessa malinha, tenho alguns cabelos seus e muito, muito sangue, que saiu de mim em diferentes épocas de minha vida. Mas, ainda assim, estão todos classificados, em seus potinhos, com datas, nomes e números, um caso pré-Dexter. 

Ultimamente, só escrevo em fragmentos, me perco entre minhas reticências. Tenho essa necessidade muda de me esconder por entre minhas folhas de papel. De uma hora para a outra, não tenho mais vontade de conversar com ninguém, não quero me mostrar, quero apenas permanecer dentro de minha concha, quieta, quente, segura. E não é nada patológico, não se preocupe, minha querida. É apenas um processo, uma certa maturação, ou amadurecimento, que me tomou de repente. Da mesma forma com que troquei aquele vinho tão famoso por Cabernets Sauvignons genéricos. Qualquer um que seja. E, oh, que ótima companhia que me fazem. Ultimamente também tenho uma queda por pequanas doses de whisky durante o dia. O que é uma coisa bem estranha, tendo em vista que nunca realmente gostei deste tipo de bebida. Deve ter sido a última viagem, vai saber. Novos ares sempre me trouxeram novos hábitos. O que eu acho bom, porque sempre me sinto renovada e com algum novo sonho, alguma nova coisa para fazer. Não sei explicar direito, ainda mais para uma pessoa como você, besta. Presa em alguma coisa que eu realmente não consigo entender.

E não quero agora, agora não. É domingo e vou me entupir de chá de erva-cidreira. Aproveitar a chuva. Esquentar os pés no edredon. Assistir televisão enorme. Ver filmes antigos. Tirar um cochilo no sofá grandão da sala. Fazer coisas mil até a hora de dormir de verdade. Porque daí, nessa hora, que é tudo acontece, quando o mundo está vivo realmente, porque tem alguém que me espera. Oh, lá em casa.

Um beijo carinhoso,

C. 

samedi 2 avril 2011

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Temo esse povo que ouve Roberta Miranda e tira fotos românticas no quintal, durante a tarde. Tenho medo, muito medo. Deve ser um sinal do final dos tempos.

vendredi 1 avril 2011

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Existem poucas coisas que me irritam neste mundão de deus. Uma delas é gente que fala "a" logo. Qual é a lógica?


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Conversa escutada ao acaso:
- Nossa, seus olhos são tão bonitos!
- Obrigada!
- Minha mãe tem os olhos azuis da cor do céu e o meu pai tem os olhos verdes. Só eu que nasci com os olhos escuros. Mas, mesmo assim, meus filhos vão ter uma grande possibilidade de nascer de olhos claros, né? 
- É mesmo.

Ali, naquele momento eu senti vontade de acabar com a paz de uma família, porque a genética não mente. Olhos claros são recessivos. Pai de olhos claros + mãe de olhos claros = filho de olhos claros.

Fiquei com dó. Só isso. Mas que deu uma coceira, deu sim. 

mardi 22 février 2011

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Salomé, querida,

Ainda te escrevo, porque sei que aqui você não vai ler. Ninguém sabe da existência disto, sou incógnita, ninguém sabe para quem escrevo, de quem falo, ninguém sabe quem eu sou, muito menos conhece a dor e a decepção que carrego. Acho que o que mais me dói é não saber os motivos, não conseguir entender os porquês. E você grita (disfarçadamente) aos quatro ventos que ainda precisa de mim, diz publicamente que ainda sente falta, que gostaria de tantas coisas e eu, do lado de dentro de meu altruísmo, realmente acho que está falando sério e revivo todo o meu drama, para falar com você, para esperar por uma resposta, que, invariavelmente, eu sei que nunca virá. E nunca virá mesmo, eu sei, mas eu não consigo matar essa esperança dentro de mim. E não é nem uma esperança de voltar a ter alguma coisa com você, é apenas uma esperança de poder entender, conseguir deglutir esse ódio.

C.

lundi 17 janvier 2011

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Salomé,

Só quero que saiba que ainda permanece aqui. Aqui dentro. E não digo nem isso porque ainda me restou amor por sua alma ou suas ancas. É muito mais por hábito e curiosidade do que qualquer outra coisa. Minto, ainda deve haver uma curiosidade qualquer dentro de mim, mas não sei classificar muito bem quais são as emoções que tomam conta de mim quando penso em você ou te procuro pelo mundo. Confesso, Salomé, muitas vezes é nojo, agora, tem outras que é dó profunda. Deve existir um pouco de qualquer coisa boa também, porque senão não estava deixando uma carta aqui para você. Sim, deve haver alguma coisa, mas não sei ainda onde onde ela vem ou para onde vai, só posso dizer que acho que está indo realmente, porque a frequência com que te procuro é cada vez menor. Demoro mais e mais para poder me odiar por sentir sua falta. Uma falta que nem consigo entender direito, uma falta que de repente pode ser muito mais do que eu era quando estava com você do que qualquer outra coisa, do que nada. Sim, porque, aos poucos, as pessoas se transformam em nada aqui dentro.

Não! Quero dizer, sim! Agora me lembro qual foi o problema. O problema foi o maldito perfume que senti durante o final de semana. Aquele tão doce perfume que sempre usava nos dias em que me via. Foi uma maldição instantânea. Poucos segundos de exposição foram o suficiente para que eu fosse transportada para o mais perfeito inferno.

Assim sendo, agora que está tudo explicado, posso voltar ao meu estado normal e você ao limbo em que te coloquei.

Cordialmente,

C.

samedi 19 juin 2010

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Sinto muito dizer, mas eu não gosto nem de Phoenix, nem de Of Montreal. Ponto.

dimanche 23 août 2009

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Às vezes a gente tem que parar de ficar procurando aqueles que não desejam nossa presença ou que brincam de esconde-esconde. Sou uma pessoa direta, se quero, quero, se não quero, não quero. Não minto, não invento histórias, sou o que todo mundo vê e ofereço tudo o que tenho. Mas não suporto joguinhos, mentiras, invencionices baratas. Se queres me conquistar, me ofereça o mundo que existe dentro de você e, se for mentir, que o faça muito bem, para que eu nunca descubra. Ou, caso eu descubra, pelo menos faça eu admirar essa mentira. Aí terás o meu coração para todo o sempre. Vilões são admiráveis, mas trapaceiros são execráveis.

lundi 15 septembre 2008

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A honestidade é uma coisa muito importante. Gente que mente, mente a vida inteira, deveria queimar, de maneira lenta e dolorosa. Bastante mesmo.

dimanche 30 mars 2008

Carta III

Prezada Salomé,

Não, as feridas ainda não fecharam. O golpe que você desferiu em meu coração foi tão profundo que o corpo ainda não conseguiu se recuperar. Essa dor (infinita) ainda permanece em minha alma e faz com que eu não tenha condições de operar normalmente. É como se, de uma hora para a outra, tudo o que existia em mim tivesse sido arrancado violentamente, até mesmo a minha fé (que não é pouca).

Nunca pude sequer cogitar que você faria uma coisa dessas, que me trocaria dessa forma. Pior, que me trocaria por uma coisa tão menor, tão incongruente com qualquer coisa que você já houvesse me dito. Mas não te culpo, pode ficar sossegada. Eu culpo a mim mesma, não por não ter auto-estima, mas simplesmente por ter enxergado demais em você. Sim, eu enxerguei uma pessoa fascinante e perfeita, eu enxerguei um reflexo de mim mesma em teus olhos e, creio eu, me apaixonei pelo que sou, vindo de você.

É claro que só posso enxergar essas coisas agora que estamos separadas, agora que não tenho mais nenhum contato contigo. E, não minto, ainda te procuro durante a noite, durante o dia, durante qualquer segundo desse tempo infinito que parece não passar nunca. É uma busca cega e injusta, porque procura se esconder de minha própria racionalidade e, quando dou por mim, já estou no seu rastro, narinas palpitantes, procurando seus passos e tentando entender onde você está indo ou o que está acontecendo. Não me censuro, mas não me orgulho disso, não. Ainda mais porque essa busca acontece muito mais por ódio que por saudade, é essa necessidade imbecil de saber o que é que aconteceu, de entender os motivos (ou a falta deles). De repente você é realmente esse bicho ensandecido e sem a menor moral, sem qualquer sentimento, que acho que muitas vezes você é. À noite, quando sento lendo os diários que você abandonou aqui em casa, juntamente com as cartas e as dedicatórias nos livros e nos cds, realmente acho que você tem algum problema mental. Não consigo saber ao certo que tipo de problema, mas acho que alguma coisa existe, um bicho dormente que faz com que você estrague tudo em que toca. Enquanto eu produzo ouro com o meu toque (vide o que fiz por você), você transforma tudo em merda, merda pura. Pura mesmo.

Acho que por hoje é isso. Não consigo me concentrar direito. Tenho diversos problemas para resolver aqui em casa. Prometo tentar voltar em breve para cagar na sua cabeça novamente, não se preocupe.

Carinhosamente,

C.

mercredi 29 novembre 2006

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People are strange when youre a stranger
Faces look ugly when youre alone
Women seem wicked when youre unwanted
Streets are uneven when youre down

Não confio em mulheres. Mulheres mentem. Mentem a idade e a intensidade. Não confio e não acredito em nada do que mulher alguma jamais escreveu. Sim, mulheres entendem mulheres, isto é bem verdade, mas mulheres nunca têm coragem de se desnudarem realmente em frente ao espelho das folhas para mostrar o quão imperfeitas são. Não, mulheres sempre diminuem o tamanho do medo e aumentam o do orgasmo. Tudo o que elas falam a respeito de sexo é literatura, nada é verdade. Onde escondem a capa opaca do cotidian e em que momento cobrem o patético com laca? Não. Não nasceu ainda mulher corajosa o bastante para admitir o que realmente dói do lado de dentro. Nenhuma brava o bastante para dizer que não são rosas. Não. Mulheres não sabem descrever mulheres da mesma forma com que não sabem descrever a si mesmas. São bichos ímpares, esburacados. Precisam de algo que lhes preencha o vazio da culpa. Soldam seus mais variados vazios neste monstro de dentes e garras que nada mais necessita que não machucar a si e a qualquer um que possa vir a tocar. Por isso escrevo como homem. Quem sabe assim poassa conseguir me olhar.

Cair no meu vazio.

Submergir.