Não me importo com as janelas e com as portas. Não me importo com os olhos dos outros. Até gosto de ser observada, de sentir o desejo de outrém queimando secretamente minha pele. Aqui, é muito difícil de encontrar gente parecida comigo, então, vivo em devaneios enquanto me jogo pela chaise longue ou pelo brilhante piso de madeira clara. Gosto do cheiro, gosto da sensação de ter o piso nas costas, contra minha pele lisa e clara. O piso nas costas e a mão entre as pernas, a mão e o que mais me aprouver, uma luta contra o desejo que acaba sempre fazendo com que ele se torne maior. Maior e maior, nunca cessa.
lundi 15 novembre 2010
dimanche 7 novembre 2010
dimanche 31 octobre 2010
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V. me invade. Sempre que nos encontramos ele é a força da natureza que nunca pede licença, que entra de uma vez, sem respeitar normas ou regras. Ele tem esse magnetismo nos olhos, uma eletricidade nas mãos que faz com que minhas pernas estremeçam e que eu aceite tudo o que ele quer, sem pensar em certo ou errado ou socialmente aceitável. E eu me submeto, eu me submeto porque tudo isso é o que eu sempre quis, eu sempre quis sentir essa impotência, esse não conseguir resistir. Meu corpo automaticamente aceita o que ele quiser e minha alma bate palmas, histérica, em êxtase, livre de tanta culpa, somente sendo o objeto de seu desejo. E o mundo deixa de existir e, nesse momento, sou profundamente feliz, sou o universo.
lundi 18 octobre 2010
Sofre, filha da puta, sofre mesmo.
Minha preferida do Tim Maia.
Por isso, sofre, filha da puta, sofre. :-)
dimanche 3 octobre 2010
Algum remédio que me dê alegria...
Tem dias em que acordo assim, totalmente assim. Boca, nuca, mão... sabe como é.
Cazuza - Todo amor que houver nessa vida
Cazuza - Todo amor que houver nessa vida
dimanche 26 septembre 2010
dimanche 12 septembre 2010
mercredi 8 septembre 2010
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Prezado T.,
Por mais que eu tente, eu não consigo esquecer aqueles dias, a forma com que nossas mãos e corpos se encaixavam tão perfeitamente. Não havia nada de especial no que fazíamos (exceto pelo que fazíamos), mas, sempre que fecho os olhos e me lembro, tudo é magicamente envolto por uma aura de faz-de-conta. Mas não foram de faz-de-conta aqueles dias. Eu te amei, eu te amo ainda, mais do que muita coisa que já tive/tenho. Seu corpo achou uma forma muito astuta de se gravar em minha pele e sua voz se embrenhou de tal maneira em meu cérebro, que muitas vezes julgo que estou falando contigo enquanto vou e venho dos lugares, enquanto submerjo no limbo da espera pelo metrô.
Realmente acredito que foi uma combinação perfeita de dois seres imperfeitos, foi a cidade, foram os dias, foi o tempo, foi tudo aquilo que existiu nos dias em que estivemos juntos. E é por todas essas coisas que rezo durante à noite, escondida, para ninguém ver. Você sempre vai ser aquele restinho de esperança que guardarei no fundo do baú, para todos os momentos em que eu achar que estou morrendo e que preciso de alguma coisa para me segurar no mundo. Uma espécie de âncora para fazer com que a falta da lei da gravidade não me deixe flutuar para algum outro universo. E por isso te agradeço, te agradeço por estar sempre aqui dentro, mesmo não estando, mesmo sendo um clandestino na minha vida, mesmo não podendo existir no mundo real. Isso não me importa. O que importa é você aqui e mais ninguém.
E já se fazem cinco anos. Mas a saudade é a mesma, sempre.
Sua,
C.
lundi 30 août 2010
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lundi 23 août 2010
samedi 7 août 2010
Passagem das horas
Há um buraco dentro de minha alma e esse buraco é eterno. Não há nada que possa tampá-lo, nem mesmo as pessoas interessantes que conheço. É como se elas sempre parassem um pouco antes do ponto a que podiam chegar, é como se elas tivessem medo de realmente enxergar o demônio que se esconde dentro de mim. Esse demônio, que é minha irmã e eu mesma, é a coisa mais fascinante que já encontrei na face da Terra. É a pessoa com quem eu gostaria de sentar por horas a fio, é a pessoa quem eu gostaria de ter por perto sempre que eu necessitasse de alguma coisa, qualquer que seja.
Trago dentro do meu coração,Como num cofre que se não pode fechar de cheio,Todos os lugares onde estive,Todos os portos a que cheguei,Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,Ou de tombadilhos, sonhando,E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.-- Passagem das Horas, Fernando Pessoa
O que mais me incomoda é a solidão, uma solidão da alma, que nunca se vai. É uma falta de ter alguém que poderia me entender pelo olhar, que poderia me recomendar o livro da minha vida. Tenho diversos amigos, amigos muito queridos e com quem eu sempre posso contar. Mas não é disso que estou falando, estou falando a respeito de uma extensão do que sou, de alguém com quem me comunicaria sem palavras, sem esforço.
E ainda assim espero que minha vida seja salva, e ela é, seja por um filme, seja por uma música, seja por um recorte de jornal.
vendredi 6 août 2010
samedi 19 juin 2010
jeudi 17 juin 2010
vendredi 11 juin 2010
samedi 1 mai 2010
mardi 27 avril 2010
lundi 19 avril 2010
vendredi 16 avril 2010
Hoje sou beatnik
"They danced down the streets like dingledodies, and I shambled after as I've been doing all my life after people who interest me, because the only people for me are the mad ones, the ones who are mad to live, mad to talk, mad to be saved, desirous of everything at the same time, the ones who never yawn or say a commonplace thing, but burn, burn, burn like fabulous yellow roman candles exploding like spiders across the stars and in the middle you see the blue centerlight pop and everybody goes "Awww!""
Jack Kerouac, On the Road
dimanche 7 mars 2010
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