vendredi 13 mai 2011

...



Faithless - If loving you is wrong

dimanche 8 mai 2011

...

vendredi 6 mai 2011

...


Para ele.

...

Man Ray

(Duplico a foto que vi na parede dele)

...

I am silver and exact. I have no preconceptions.
Whatever I see, I swallow immediately.
Just as it is, unmisted by love or dislike
I am not cruel, only truthful –
The eye of a little god, four-cornered.
Most of the time I meditate on the opposite wall.
It is pink, with speckles. I have looked at it so long
I think it is a part of my heart. But it flickers.
Faces and darkness separate us over and over.

Now I am a lake. A woman bends over me.
Searching my reaches for what she really is.
Then she turns to those liars, the candles or the moon.
I see her back, and reflect it faithfully
She rewards me with tears and an agitation of hands.
I am important to her. She comes and goes.
Each morning it is her face that replaces the darkness.
In me she has drowned a young girl, and in me an old woman
Rises toward her day after day, like a terrible fish.

Mirror, Sylvia Plath

(Não gosto dela. Acho insossa, quero morrer. Mas esse aqui funcionou hoje, só porque tive que olhar no espelho. Deixa aí depois apago. Fico feliz, muito feliz que tenha ido. E logo. Tem gente de quem não gosto. E não gosto porque desenvolvo nojo das pessoas que gostam, e tudo por um jeito de olhar, um jeito de falar, uma tietagem que me revira o estômago. Pronto.)

jeudi 5 mai 2011

...

...

Ideas are like fish.
If you want to catch little fish, you can stay in the shallow water. But if you want to catch the big fish, you've got to go deeper.
Down deep, the fish are more powerful and more pure. They're huge and abstract. And they're very beautiful.
I look for a certain kind of fish that is important to me (...) But there are all kinds of fish swimming down there. There are fish for business, fish for sports. There are fish for everything.
Everything, anything that is a thing, comes up from the deepest level. Modern physics calls that level the Unified Field. The more your consciousness - your awareness - is expanded, the deeper you go toward this source, and the bigger the fish you can catch.

David Lynch, Catching the Big Fish

dimanche 1 mai 2011

...










vendredi 29 avril 2011

...

A única coisa boa de Immortel são as versões e alusões a Charles Baudelaire durante o filme. Ah, e os filmes mudos no museu também. Deixo tudo o que aparece de Baudê para a posteridade entre estes meus posts anônimos.

Remember the sign we saw, my soul
That beautiful, soft summer morning
Round a turning in the path
A disgusting carcass on a bed scattered with stones
Its legs in the air like a woman in need
Burning its wedding poisons
Like a fountain with its rhythmic sobs
I could hear it clearly with a long murmuring sound
But I touch my body in vain to find the wound
I am the vampire of my own heart
One of the great outcasts condemned to eternal laughter
Who can no longer smile

Ceaselessly by my side moves the Demon
He swims around me like impalpable air
I swallow and feel it burn my lungs
And fill them with eternal desire and guilt

Moreover, it matters not that we discuss it
Of your eyes, your green eyes
Lakes of my soul tremble and vice versa
My dreams in form of insanity
To soothe those bitter commotions
But all that it is not worth
Of prodigy of your saliva
It bites my soul, and it dizzies and
Swirls it down, remorselessly
Rolling it, fainting to the underworld

mardi 26 avril 2011

...

Prezada C.,

Venho por meio desta informar que a expressão da qual a Senhora não se lembrava era "epítetos formulaicos" e que o bolo que deve preparar para o final de semana se chama Bolo Indiano. É favor procurar mais detalhes na internet sobre o segundo e regastar os do primeiro da gaveta que se encontra no segundo andar, corredor B, prateleira 1598745B, tomo 236598H.

Atenciosamente,

Seu cérebro 

lundi 25 avril 2011

...

Esperando pelas flores para o aniversário, sou tomada por Gregório de Mattos. Mortal Loucura.

dimanche 24 avril 2011

...

Isadora Duncan

...


Vaslav Nijinsky

samedi 23 avril 2011

O Haver

Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
- Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido...

Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.

Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.

Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.

Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história.

Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera em face da injustiça e o mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de si mesmo e de sua força inútil.

Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.

Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.

Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante

E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.

Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória
Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.

Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade
Pelo momento a vir, quando, apressada
Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante
Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada...

Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens.

Vinícus de Moraes

...



Leonora Carrington

...

The Golem
Hugo Steiner-Prag

Tinha conhecido o golem por meio do Agente Mulder, mas assim que cheguei em Praga, já senti seus olhos se instalando sobre meu ser. Nunca mais me deixaram.

...



Por una cabeza de un noble potrillo
que justo en la raya afloja al llegar
y que al regresar parece decir:
no olvides, hermano,
vos sabes, no hay que jugar...

- Carlos Gardel (acordei num mood trágico hoje, então já peguei o Carlos, que morreu num acidente de avião, em 1935. Viva, hermanos! Este ano, Buenos Aires.)

vendredi 22 avril 2011

L'enfant des parias...



Só a primeira parte, mas, ainda assim, vale todas.

...

Tenho fantasmas e ecos que moram em lugares absurdos, que se escondem em minhas axilas, que se agarram aos meus pelos. São resíduos, outros nem tanto, que se anunciam quando desejam, que me visitam na hora oportuna, que me fazem grávida do espírito santo. Nunca consegui entender direito qual é a atração que meu corpo exerce, mas sei que é uma força constante que suga como um buraco negro, trazendo essas almas torturadas mais uma vez para o meu colo. E eu as aprecio, as nino, as engulo.

Enquanto isso, sento-me no sofá, passo creme nas mãos secas e penso sobre o futuro. Sobre tantas coisas que me aconteceram este ano e sobre como a vida melhora a cada segundo. Com um leve sorriso e uma aura de felicidade sobre minha cabeça. Mais nada.

...

Egon Schiele