dimanche 10 avril 2011

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I could spend my whole life prying loose the secrets of the insane. These people are honest to a fault, and their naivety has no peer but my own.

André Breton

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A maioria das coisas acontece enquanto estou dormindo. O que é uma pena. Pois o corpo poderia aproveitar muito mais. Ah, o corpo.

samedi 9 avril 2011

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Prezada Salomé,

Quero que saiba que entendo seus jogos. Entendo tudo o que você faz e não tenho o menor pudor em admiti-lo. Ultimamente, ou, há algum tempo, nada mais me liga direito a você, ainda assim, gosto de observar a forma com que você faz as coisas, a forma com que me chama de volta, só para que eu possa narrar a bela e elegante forma com que resisto aos seus encantos. A vida é assim, a gente aprende. Eu tenho uma mala cheia de destroços, portáteis, que carrego comigo onde quer que eu vá. São destroços e lembranças, coisas a esmo, que colho pelas esquinas. Aqui dentro, nessa malinha, tenho alguns cabelos seus e muito, muito sangue, que saiu de mim em diferentes épocas de minha vida. Mas, ainda assim, estão todos classificados, em seus potinhos, com datas, nomes e números, um caso pré-Dexter. 

Ultimamente, só escrevo em fragmentos, me perco entre minhas reticências. Tenho essa necessidade muda de me esconder por entre minhas folhas de papel. De uma hora para a outra, não tenho mais vontade de conversar com ninguém, não quero me mostrar, quero apenas permanecer dentro de minha concha, quieta, quente, segura. E não é nada patológico, não se preocupe, minha querida. É apenas um processo, uma certa maturação, ou amadurecimento, que me tomou de repente. Da mesma forma com que troquei aquele vinho tão famoso por Cabernets Sauvignons genéricos. Qualquer um que seja. E, oh, que ótima companhia que me fazem. Ultimamente também tenho uma queda por pequanas doses de whisky durante o dia. O que é uma coisa bem estranha, tendo em vista que nunca realmente gostei deste tipo de bebida. Deve ter sido a última viagem, vai saber. Novos ares sempre me trouxeram novos hábitos. O que eu acho bom, porque sempre me sinto renovada e com algum novo sonho, alguma nova coisa para fazer. Não sei explicar direito, ainda mais para uma pessoa como você, besta. Presa em alguma coisa que eu realmente não consigo entender.

E não quero agora, agora não. É domingo e vou me entupir de chá de erva-cidreira. Aproveitar a chuva. Esquentar os pés no edredon. Assistir televisão enorme. Ver filmes antigos. Tirar um cochilo no sofá grandão da sala. Fazer coisas mil até a hora de dormir de verdade. Porque daí, nessa hora, que é tudo acontece, quando o mundo está vivo realmente, porque tem alguém que me espera. Oh, lá em casa.

Um beijo carinhoso,

C. 

jeudi 7 avril 2011

10:15 on a Friday Night...

And the tap

drips

drips

drips...

mardi 5 avril 2011

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Detesto ler coisa mal escrita. Ainda mais por gente que pensa que escreve muito bem. Contos mal construídos, escolha errada de vocabulário. Acho que a inclusão social realmente fez com que as pessoas perdessem a noção. Recebo uns contos para serem apreciados e sinto a tendência ao suicídio ou ao assassinato se aproximando todos os dias, não tenho como evitar. Se ainda fosse algo do gênero Paulo Coelho, mas nem isso. É porcaria pura e simples.

Assim, hoje instituo o fato de que a palavra de ordem é SNAFU. E ainda vou colocá-la ali nos labels, porque ela explica muita coisa.

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Revanche can be easily reheated in the microwave of evil. 

Megamind

dimanche 3 avril 2011

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Será que vou gostar de Mildred Pierce? Enquanto espero por Boris e por Fernando, ela vai ficando. A primeira vez sempre é complicada. 

samedi 2 avril 2011

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Temo esse povo que ouve Roberta Miranda e tira fotos românticas no quintal, durante a tarde. Tenho medo, muito medo. Deve ser um sinal do final dos tempos.

vendredi 1 avril 2011

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Existem poucas coisas que me irritam neste mundão de deus. Uma delas é gente que fala "a" logo. Qual é a lógica?


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Conversa escutada ao acaso:
- Nossa, seus olhos são tão bonitos!
- Obrigada!
- Minha mãe tem os olhos azuis da cor do céu e o meu pai tem os olhos verdes. Só eu que nasci com os olhos escuros. Mas, mesmo assim, meus filhos vão ter uma grande possibilidade de nascer de olhos claros, né? 
- É mesmo.

Ali, naquele momento eu senti vontade de acabar com a paz de uma família, porque a genética não mente. Olhos claros são recessivos. Pai de olhos claros + mãe de olhos claros = filho de olhos claros.

Fiquei com dó. Só isso. Mas que deu uma coceira, deu sim. 

jeudi 24 mars 2011

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Finalmente uns aperfeiçoamentos no blog. Não aguentava mais aquela coisa velha.

lundi 21 mars 2011

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Dora Carrington

samedi 19 mars 2011

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Tem tanta coisa sobre a qual eu poderia falar. Tanta, mas tanta. A verborragia me acomete assim, às tardes, quando menos espero. E é uma verborragia que escorre pelos dedos e pelos poros, porque não é só do verbo escrito, mas também do verbo em seu estado mais puro, o da ação. E então, eu fico com vontade de me desfazer pelos cantos e pelas ruas, deixando rastros de mim, partículas, anúncios, como se eu pudesse viver a vida de todo mundo, como se eles pudessem viver a minha, tentando, quem sabe, uma onipresença de sensações, para satisfazer o caos dos sentidos. 

lundi 14 mars 2011

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"Quiero proceder a una especie de identificación. Saber que las pasiones existen y no poder sentirlas es horroroso. 

- Pero entonces -dijo Ángel-está claro que tiene usted por lo menos este deseo, y eso basta para que no esté tan vacío. 
- No tengo ningún motivo para decidirme por una cosa más bien que por otra -dijo Jacquemort-. Deseo robarles a los demás las razones que tienen." 




lundi 7 mars 2011

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Bom dia, felicidade!

mercredi 2 mars 2011

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Ultimamente ando feliz sem nem saber porquê. Planos muito pequenos, que envolvem pequenas cápsulas de felicidade que explodem durante momentos aleatórios. E que podem ser encontradas na forma com que lambo os dedos enquanto preparo um bolo para uma pessoa amada, ou da forma com que sorrio ao comer a melhor torta de limão do mundo. Nem tudo envolve doces, mas acaba gerando uma doçura enorme em minha alma.

lundi 28 février 2011

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Sou uma mulher. Até o osso.
Koko Taylor - I'm a woman

mercredi 23 février 2011

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Mitchell, sempre. Na jugular.

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Hoje C. me acordou no meio da noite, com aquelas mãos brutas, remexendo minhas costas e sussurrando em meu ouvido. Eu, ainda meio adormecida, deixei que ele fuçasse meu corpo da forma que queria, permiti que me virasse para qualquer lado, de frente, de costas, de lado, do lado do avesso. Nem me importei com a janela aberta e com o que a vizinhança ia pensar sobre a minha pessoa; a única coisa que eu queria, naquele momento, era sentir o salgado daquelas gotas de suor que pingavam sobre meu peito e minhas pálpebras. Abri as pernas sem a menor culpa e sem o menor pudor. Minhas carnes o receberam em festa, em brasa.

Depois, ao acender meu cigarro e ao observar a fumaça, só pude pensar: "meu Deus, que foda."

mardi 22 février 2011

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Salomé, querida,

Ainda te escrevo, porque sei que aqui você não vai ler. Ninguém sabe da existência disto, sou incógnita, ninguém sabe para quem escrevo, de quem falo, ninguém sabe quem eu sou, muito menos conhece a dor e a decepção que carrego. Acho que o que mais me dói é não saber os motivos, não conseguir entender os porquês. E você grita (disfarçadamente) aos quatro ventos que ainda precisa de mim, diz publicamente que ainda sente falta, que gostaria de tantas coisas e eu, do lado de dentro de meu altruísmo, realmente acho que está falando sério e revivo todo o meu drama, para falar com você, para esperar por uma resposta, que, invariavelmente, eu sei que nunca virá. E nunca virá mesmo, eu sei, mas eu não consigo matar essa esperança dentro de mim. E não é nem uma esperança de voltar a ter alguma coisa com você, é apenas uma esperança de poder entender, conseguir deglutir esse ódio.

C.